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23 de julho de 2014

Opinião - Não à liberação da maconha

Publicado por Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (extraído pelo JusBrasil) - 5 anos atrás

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Causou-me indignação ver tantas personalidades lutando pela liberação da maconha. Até mesmo o estimado Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, marcou presença em uma dessas passeatas a favor da legalização da droga. Nesses últimos dias a mesma cena se repetiu em diversos Estados brasileiros.

É espantoso ver pessoas regredindo, quando clínicas de reabilitação se espalham aos montes por todo o Brasil, com profissionais tentando desintoxicar, e "ressuscitar" jovens e adultos que se afundaram nas drogas. E que coincidência, dentre tantos viciados, estão os viciados em maconha ou mesmo aqueles que apenas começaram com ela.

Nossos políticos e intelectuais deveriam se preocupar com a vida e com outros assuntos mais importantes. Enquanto pessoas morrem aos montes por causa da criminalidade e violência, um grupo de pessoas insiste em lutar pela liberação de algo tão nocivo e insignificante. A maconha vicia sim, em geral o usuário nunca admite que está viciado, mas também não consegue passar muito tempo sem utilizá-la.

Esses pequenos grupos utilizam o tal exemplo dos países de primeiro mundo, como se tudo que eles fizessem fosse extremamente correto e digno de ser seguido. Outros defendem a tese da utilização "terapêutica" da maconha. Todos nós sabemos que a droga que o usuário comprar não terá fins terapêuticos, mas será utilizada para estimular uma dependência que normalmente leva a drogas cada vez mais fortes. Países como a Suécia, que permitiram o consumo da maconha, segregam os usuários em um gueto que em nada lembra um país de primeiro mundo, e acredito que ninguém quer mais um desses guetos em nosso país.

Utilizo o pensamento de um intelectual de nossos tempos para tentar compreender o que está ocorrendo com os nossos jovens, o filósofo e professor da Unicamp, Oswaldo Giacoia Júnior, que comentando sobre os conflitos éticos e morais da sociedade atual disse que hoje "vivemos um vácuo que temos muita dificuldade de encarar". É exatamente isso o que penso que está motivando essas passeatas. São jovens e adultos que precisam preencher seus vazios existenciais com drogas que os deixem mais felizes. Que maneira mais retrógrada de alcançar a felicidade plena.

Vamos fazer passeatas contra a pedofilia, contra a criminalidade e tantas outras injustiças, na verdade são tantos os males que precisam de um movimento que reúna centenas às ruas, que não conseguiria citar todos. Mas ao invés disso, presenciamos um grupo de pessoas lutando por algo que em nada vai ajudar a nossa população. Felizmente, nossas autoridades não dão muita atenção a essa causa em beneficio de ninguém.

A marcha da maconha nada mais é do que uma passeata que defende o crime, o vício e a morte, uma morte lenta e cruel. Às vezes penso que muitas pessoas simplesmente não prezam pelo bem estar da coletividade, e se acham que prezam, deveriam rever os seus conceitos. Marchem sim, mas caminhem em direção da paz e da liberdade e não dessa prisão que se chama maconha. Abram a mente para a realidade brasileira e para assuntos dignos de nossa atenção.

*Gilmaci Santos é deputado pelo PRB e presidente estadual do partido, também participa das comissões de Defesa dos Direitos do Consumidor e de Economia e Planejamento.

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Disponível em: http://al-sp.jusbrasil.com.br/noticias/1064054/opiniao-nao-a-liberacao-da-maconha