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24 de Janeiro de 2021
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    Unindo sensibilidade e criação, Aleixa de Oliveira elabora obras ligando lápis de cor e aquarela

    A obra de arte, quando não é fruto de tecnicismo ou de jogo cerebral, recolhe sempre dentro de si elementos da personalidade do artista. Através de sua pintura se consegue ler secretos estados de alma, momento felizes ou infelizes, mas sobretudo as características humanas de quem as cria e sua intrínseca vontade de comunicar o que dentro de si foi se concretizando.

    É exatamente assim que o observador procura indagar nos trabalhos artísticos de Aleixa de Oliveira, qual o detonador que faz explodir a carga criativa de sua pintura.

    A peculiaridade das obras desta artista, que se iniciou com o uso do lápis de cor e mais tarde aplicando sobre elas a técnica da aquarela, está sem dúvida na união entre ambos numa única obra.

    Longe do academismo, Aleixa de Oliveira está mais próxima do neorrealismo atualmente mais presente nas galerias europeias, também denominado na França de "Nouvelle Figuration".

    Na maioria de suas obras a realidade se torna maior do que representa. Espontaneidade e pesquisa estão reunidas para exprimir mais do que se vê e mais do que a artista pensa. O seu cromatismo valoriza sobremaneira suas criações. A cor não existe tão somente através do lápis de cor e da aquarela, ela nasce, sim, de sua sensibilidade.

    Na obra "O artista", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, é evidente a validade artística de uma pintura em pleno vigor e na busca de ulteriores soluções expressivas, sempre coerente com suas temáticas.

    A artista

    Aleixa de Oliveira nasceu em Mogi das Cruzes em 1974. Artista plástica autodidata, nos anos 1990 abandonou os cursos de arquitetura e urbanismo para dedicar-se exclusivamente à pintura, especializando-se na arte de pintar com lápis de cor.

    Trabalhou em 1995 e 1996 na Casa de Leilões Camorim, expondo suas pinturas ao lado de obras de Tarsila do Amaral e Salvador Dalí. Entre os anos de 1996 e 1998, ministrou aulas de pintura através das redes de televisão brasileira: Record, Manchete e Gazeta. Nesse período foi patrocinada pela empresa Faber-Castell.

    Seus trabalhos foram publicados pelas editoras: Escala - "Arte no Lápis de Cor"; Editora Abril, na revista "Mãos de Ouro"; e Editora Minuano. Em 2000, 2002, 2006 e 2007, a Editora Renovar pública suas obras como ilustração das capas dos livros de Roberto Delmanto, Roberto Delmanto Jr. e Fábio Machado de Almeida Delmanto. A convite da Editora Espaço Idea, realiza a capa do livro "Assim Floresce o Ipê".

    Realizou exposições no Teatro Municipal Pascoal Carlos Magno, Mogi das Cruzes (1992); Tênis Clube de Campinas (1994); Tênis Clube de Campos do Jordão (1995 e 1996); Galeria de Arte Aguinaldo Gabriel Camorim, São Paulo (1995 e 1996); Expo Center Norte/Bienal Internacional do Livro, São Paulo (1999); Confraria Caminho (2000); Expo Center Norte/Bienal Internacional do Livro (2000); Centro Cultural de Suzano (2000); Bienal/Memorial do Alto Tietê (2001); Secretaria Municipal de Cultura de Londrina (2000); Shopping Colinas, São José dos Campos (2001); Anhembi, São Paulo (2005); Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, Rio de Janeiro (2010).

    A artista possui obras em coleções nos Estados Unidos, Chile, Portugal, Alemanha, Vietnã, Brasil e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

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