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17 de Novembro de 2018
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    Museu de Arte do Parlamento de São Paulo - Ricardo Augusto

    Uma certa moda "retrô", juntamente à difusão da mídia, a uma curiosidade nova por parte do público, um aumento de frequência aos museus, às galerias, a exposições especializadas vêm provocando, especialmente na Europa, a reabilitação de paisagistas atuais que de há muito permaneceram à sombra dos "grandes", negligenciados depois dos anos 20.

    Eles reencontram em nossos dias, também no Brasil, um justo espaço nos movimentos estéticos sucessivos que marcaram um dos períodos os mais ricos da pintura européia: o impressionismo.

    Ricardo Augusto nos transmite, em pleno 3º milênio, uma visão natural que o artista capta através da respiração de uma antiga realidade que transforma suas obras num profundo sentimento de amor pela natureza.

    Se o paisagismo do século passado é muito mais europeu, o de nossos dias está impregnado de um sentimento de brasilidade que explode através de um cromatismo envolvente. Tal é o caso desse artista que, com uma palheta sutil, uma gama de tons suaves e estendidos, ao serviço de um olhar refinado, capta o frêmito do ar e da luz e nos restitui a poesia alegre da primavera e a melancolia do outono.

    As paisagens de Ricardo Augusto se destacam através de dados objetivos, representados por aspectos e particularidades da natureza, de intuições palpitantes ou de acenos incisivos de figuras que aparecem aqui e acolá numa atmosfera rarefeita.

    A obra "A grande Árvore", doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, reflete, através de um pontilhismo enternecedor de formas e de cores, o gosto por um certo mistério aliado a uma harmonia cromática.

    O Artista

    Ricardo Augusto, pseudônimo artístico de Ricardo Augusto Esteves de Andrade Pinho, nasceu em Franca em 1944. Ao transferir-se para São Paulo em 1961, onde cursou o científico no Colégio Mackenzie ingressou como oficial legislativo no quadro da Assembleia Legislativa do Estado. Em 1964, após ser aprovado no curso de direito no Mackenzie e arquitetura de interiores na FAAP, abandonou os mesmos para dedicar-se às artes plásticas.

    Em 1983 passou seis meses entre Los Angeles e San Francisco, entre 91 e 94 em Franca e de 2003 a 2011 na Flórida.

    Participou entre outras de exposições coletivas no Auditório Itália, no "Panorama Arte Brasileira", no Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Paço das Artes, "Jovem Arte Contemporânea" no MAC-USP, VI Grande Prêmio de Mônaco; III Bienal de Arte Coteger Medellín, Colômbia; Galeria Rosa Filho, SP; Palácio da Cultura de Santo André; Centro Cultural de Passos, MG; Festival de Inverno de Ouro Preto, MG; Graham Gallery, New York, USA; Pinacoteca Municipal de Franca; Salões de Arte Contemporânea e Salões de Abril de Franca; Metrô de São Paulo.

    Realizou mostras individuais na Galeria Metrópole, SP; Galeria Coreto, Campinas, SP; Galeria do Circolo Italiano, SP; Galeria Guignard, Belo Horizonte, MG; Pinacoteca Municipal de Franca; Fitzgerald Gallery, San Francisco, USA; Museu da Imagem e do Som, Franca, SP; Agência Banco do Brasil, Franca; Fundação Espírita José Marques Garcia e Caixa Econômica Federal, Franca, SP; Gallery Nights, Miami, USA..

    Possui obras em diversas coleções particulares nos Estados Unidos, no Brasil e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.

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