jusbrasil.com.br
21 de Fevereiro de 2020
    Adicione tópicos

    Seminário destaca a importância da atividade física e da ozonioterapia

    O segundo dia do VI Seminário Esporte, Atividade Física e Saúde começou nesta terça-feira, 12/4, com a palestra do Victor Matsudo, diretor científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafics), coordenador do programa Agita São Paulo e diretor geral da Rede de Atividade Física das Américas, que falou sobre o tema "Atividade física, passaporte para a saúde.

    O destaque da apresentação foi o sedentarismo, o mais prevalente em todos os fatores de risco da população e a segunda causa de mortes do país, perdendo apenas para a hipertensão."O sedentarismo mata mais que o tabagismo, o colesterol alto e é sete vezes mais prevalente que o diabetes. Custa mais do que qualquer outro fator de risco para os cofres públicos. O Brasil está aumentando meio quilograma de peso por pessoa por ano e está quase em primeiro lugar do mundo como campeão de peso corporal", declarou Matsudo.

    Prevenção

    O programa Agita São Paulo, criado na cidade de São Paulo há 19 anos, é referência mundial por recomendar uma prevenção simples, barata e efetiva à população. Trinta minutos de atividade física diária, como uma caminhada de intensidade moderada, contínua ou acumulada, são recomendados para adultos. Para crianças e adolescentes, são 60 minutos de atividade física diária. O Brasil é vice-campeão mundial em obesidade de meninos e meninas.

    "Antigamente, criança brincava sem parar. Hoje, precisamos recomendar aos pais que seus filhos exercitem-se ao menos uma hora por dia. As crianças menores estão com mais problema de obesidade e sedentarismo do que os adolescentes por causa do uso dos smartphones", destacou Matsudo. Quanto mais uma criança é ativa, mais chances terá de não se tornar um adulto sedentário. Mas toda criança sedentária tem 95% de chances de ser um adulto sedentário, segundo o pesquisador.

    Em termos proporcionais, o programa Agita São Paulo reduziu o sedentarismo no Estado de São Paulo em 70% e acarretou uma economia de US$310 milhões, cerca de R$1,240 bilhão, na área de saúde do Estado, segundo o Banco Mundial, que, atualmente, está presente em 73 países da América Latina Europa, África e Austrália.

    Ozônio medicinal

    A segunda palestra, ministrada por Maria Emília Gadelha Serra, presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia apresentou o ozônio medicinal como nova ferramenta na saúde da população e no rendimento dos atletas. O ozônio é o terceiro oxidante mais potente na natureza e é o responsável pela cor azul do céu e o aroma da chuva.

    Amplamente utilizado nos EUA, China, Cuba e Europa, a ozonioterapia previne lesões articulares e melhora performances de atletas. Na Alemanha, são realizados 7 milhões de tratamentos por ano, e os seguros-saúde remuneram os procedimentos variados desde a década de 1980. Jogadores de futebol como Zinedine Zidane, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi são adeptos do tratamento, que ainda é pouco conhecido no Brasil.

    A mistura gasosa oxigênio-ozônio tem efeito direto sobre diversos agentes infecciosos como vírus, bactérias e fungos. O tratamento à base de água ozonizada ou óleo ozonizado previne e trata feridas, sinusites, artroses e hérnias de disco."A hidrozonoterapia, técnica que veio da Itália, é útil em atletas para minorar as dores musculares e para o fechamento de feridas. Em tratamento de queimados, além de melhorar a analgesia, auxilia e acelera a cicatrização", informa Maria Emília. Além de bactericida, a ozonioterapia tem efeito estético, pois aumenta a circulação sanguínea e a suavidade da pelé.

















    0 Comentários

    Faça um comentário construtivo para esse documento.

    Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)