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24 de Abril de 2018
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    População poderá ser esclarecida sobre uso indevido da "pílula da inteligência"

    A Assembleia Legislativa deli­bera um projeto de lei que reserva à primeira semana de abril a Campanha Estadual de Cons­cientização sobre o consumo do medicamento Ritalina. Na proposta argumenta-se que, mesmo sem comprovação científica, o remédio é utilizado en­tre estudantes para elevar o desempenho acadêmico.

    Para conscientizar a popula­ção, a iniciativa propõe que sejam realizadas palestras de esclarecimento, propagandas em rádio e TV e distribuição de folhetos informativos pela Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), nas redes públicas de ensino e de saúde do Estado. As atividades poderão ocorrer a qualquer momento, não se limitando à semana.

    A Ritalina é um medicamen­to controlado (tarja preta) cuja molécula ativa é o metilfeni­dato - substância estimulante do sis­tema nervoso central, do grupo das anfetaminas. Por aumentar a produção de neurotransmis­sores essenciais para a atenção, a memória e a regulação de humor, ele é indicado para o tratamento do transtorno de déficit de aten­ção e hiperatividade (TDAH) e da narcolepsia.

    O Projeto de Lei 979/2017, da deputada Marta Costa, argumenta que o medicamento pode causar aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca, além de agravar ou até provocar comportamentos agressivos. A ideia é que, por meio da educação e da informação, a população entenda os riscos e evite o uso desnecessário da molécula. "A pílula da inteligência causa dependência e custa muito para o Estado", comentou a deputada.

    A proposta obteve parecer favo­rável da Comissão de Consti­tuição Justiça e Redação e segue para as comissões de Saúde e de Finan­ças, Orçamento e Planeja­mento. Depois será discutida e votada em Plenário.

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