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22 de Outubro de 2018
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    Opinião - Proteger o idoso é proteger nosso futuro

    No dia 15 de junho celebramos o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra o Idoso, data instituída pela ONU em 2006, justamente para nos lembrar do grande desafio que temos pela frente, na redução do número de violações contra os direitos fundamentais desta população que, a cada ano, aumenta em todo o mundo.

    O Disque 100, da Secretaria dos Direitos Humanos, do governo federal, emitiu um relatório informando que, em 2017, o órgão registrou nada menos que 33 mil denúncias e 68 mil violações aos direitos da pessoa idosa em todo o Brasil.

    O relatório oficial informa ainda que em 52% dos casos a violência foi praticada pelos filhos e a maioria deles ocorridos dentro da própria casa do idoso. São Paulo, de acordo com o Disque 100, foi o estado que registrou o maior número de denúncias no Brasil. Tivemos a espantosa marca de 7.155 casos de violência contra o idoso em nosso estado.

    Os números são alarmantes e clamam por ações concretas que possam, de alguma maneira, reduzir este cenário de degra­dação social pelo qual estamos passando.

    As estatísticas preveem que até 2030 teremos cerca de 50% da nossa população composta por pessoas da terceira idade. Na Região de Campinas, por exemplo, a população idosa cresceu 109% nos últimos 17 anos. O mesmo percentual se aplica a outros grandes centros, como São Paulo e o seu entorno metropolitano.

    Os direitos da pessoa idosa estão garantidos pelo Estatuto do Idoso, aprovado em 2012. Nele estão reunidos 118 artigos que estabelecem as obrigações da família, da sociedade e do Poder Público em assegurar os direitos do idoso no Brasil. Entre os principais itens desta importante lei estão a efetivação do direito à vida, direito à saúde, à alimentação, à educação, o acesso prioritário à cultura e aos equipamentos de esporte e lazer, entre muitos outros.

    O nosso trabalho na Assembleia Legisla­tiva de São Paulo vai de encontro direto a estes direitos, de fiscalizar, proteger e garantir a sua execução em nosso Estado. Uma sociedade que não respeita os seus idosos está fadada ao fracasso. Protegê-los hoje é a garantia de que estamos, acima de tudo, protegendo também o nosso futuro, onde um dia iremos fazer parte deste seleto e abençoado grupo da nossa sociedade.

    Célia Leão é deputada pelo PSDB

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